Monday, March 29, 2010

beijo

E, finalmente, o beijo. Foi daquelas coisas casuais. Eu vinha a entrar, a sentir-me muito bem, a cumprimentar os presentes, quando de repente a mulher mais linda do mundo aparece a subir umas escadas, vê-me, reconhece-me, e o seu olhar brilha. Era já o mais belo sonho da minha vida, mas não se ficou por aqui. Ao aproximarmo-nos um do outro e trocarmos trivialidades, ela pareceu recordar-se de que havia algo que se perdia de cada vez que estávamos juntos e o meu coração quase parou quando a vi reduzir a distância, bela como os primeiros raios do amanhecer, e o seus lábios começarem a juntar-se num biquinho. Desconheço se fechou os olhos, nessa ocasião já estava demasiado próxima de mim para o perceber. Instintivamente, imitei-a, trocámos dois beijos nas faces e endireitámo-nos. Fui apanhado desprevenido, senão teria aspirado o seu perfume estival e tocado com os lábios na superfície da sua derme, permitido-me sentir a discreta carícia da sua pele suave como pêssego.

A realidade ressurgiu quando a partilha se desfez, mas a empatia não se desvaneceu. Pelo contrário, esvoaçava em nosso redor, qual aura brilhante, dourada e enigmática, plena de energia em estado puro, a disparar endorfinas por todo o nosso sistema nervoso.

Em estado de graça, trabalhei com alegria redobrada, entusiasmo e abnegação. É maravilhoso conhecer-te, e ser alvo do teu sorriso. Nunca desapareças...


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