Sunday, April 24, 2011

preservativo

Sou pouco sensível e o preservativo corta-me parte do prazer. Uso-o por medo de doenças venéreas e de ser pai, mas tenho sempre de mentalizar-me que, do mal, o menos.


Usar preservativo é como ouvir música debaixo de água. O preservativo cumpre uma função, mas do ponto de vista do prazer é como tomar anestesia. Não sei porque é que a ciência não continuou à procura de uma alternativa.


Há-de fazer-me sempre confusão, porque tenho o sexo como algo de intimamente cerebral, é um bailado, é conduzir uma orquestra com uma partitura inventada na hora. Se alguns instrumentos são abafados, o seu som não é o que devia ser e, enquanto maestro, fico descompensado, tenho de reinventar-me. 


Torna-se necessário haver um acto preparatório de mentalização. Os melhores são o inesperado ou espontaneidade da situação. Ou o crescendo da antecipação. Há diversas técnicas, só não devia ter de recorrer-se a elas de todas as vezes. Muitas pessoas casam para deixarem de pensar tanto. 

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