Thursday, May 5, 2011

corazón partío

Todos temos amigos fatalistas, que insistem que um coração partido nunca mais ficará inteiro e que, quem diz que sim, é porque nunca o partiu, porque não amava realmente.

Oh meus amigos, não sejais derrotistas nem armados em mártires. O coração não parte, é como se fosse de borracha. disforma quando esmagado, mas eventualmente volta ao sítio. É dar tempo ao material. 

Quem for muito dado a esta maleita, recauchute.

4 comments:

  1. Olá Ricardo Coração Amolgado ;)

    Eu cá também pensava que um coração, depois de partido, nunca mais ficava inteiro..

    Agora que li o teu post estou muito mais descansadinha :)

    Já agora... tens alguns conselhos para o "material" de que é feito o coração voltar ao sítio?

    Beijo
    (irmã da Sandra...)

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  2. Querida Edna (como se eu precisasse que juntasses «irmã da Sandra» para saber quem és),

    Da mesma maneira que o corpo morre mas a alma fica, as pessoas confundem, ao usarem a palavra "coração", dois entes completamente díspares. um deles é físico, é o órgão que permite bombear sangue para todo o nosso sistema cardiovascular. Esse órgão é mole, pode ser esborrachado, mas nunca partido. Por muito sensível que seja o seu dono, o coração nunca é de porcelana. Por muito resistente, também nunca será de aço.

    O outro ente conhecido pelo mesmo nome, "coração", assim como a alma, é uma manifestação incorpórea, mental, que representa o conjunto dos nossos sentimentos e que sofre tantas diabruras quanto as vivências que lhe associamos.

    o material de que este coração é feito é uma questão ainda muito envolta em debate, mas depende em grande parte da forma como encaramos a própria vida.

    se vivermos obcecados com a ideia de perfeição, então, uma vez destruída a imagem da ligação sustentada, normalmente a primeira ou a mais duradoura, ele dificilmente se recomporá, ficará... partido. estas pessoas, são, em regra, saudosistas.

    Contudo, se encararmos a vida de forma pragmática, todas as vicissitudes que ocorrem ao "coração", em resultado dos relacionamentos tidos com terceiros, são lições de vida, a assimilar, acomodar e evitar em relacionamentos posteriores. a vida é, aqui, encarada, como continuidade, e os obstáculos como algo a ultrapassar. não há tempo para sublimar corações como objectos fofinhos ou feitos de material de casa de banho, os olhos estão postos directamente no presente-futuro, nunca no presente-passado.

    Depois, há um escalão intermédio, cujos naturais sentem os seus relacionamentos como ferro em brasa, mas sabem que o ferreiro vai passar esse mesmo ferro por água gelada e que, no final, isto redobrará a sua resistência. assim como uma espada enfrenta muitas batalhas, também um coração resiste no tempo, mediante técnicas de recuperação. fura quando trespassado, amolga quando pisado, rasga quando alvo de garras, mas tudo o que precisa é de tempo e de uma boa oficina-retrosaria.

    Quantos aos conselhos, só se puder dizer-tos ao ouvido. Assim como com os oráculos, descobri que funciona muito melhor.

    Com carinho,

    Ricardo

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  3. Oh Ricardo... agora fiquei sem palavras... o que mais posso dizer... GOSTO MUITO DE TE LER

    Beijinhos (com coraçõezinhos ;)

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  4. Edna,

    estás proibida de ficar sem palavras. literalmente.

    Quando te disse que "adoçar-te a boca parecia uma excelente resolução para 2011", interrompeste as comunicações durante três meses e meio. Respeitei esse silêncio. Era uma mera provocação, mas deves ter levado mais a sério.

    Levaste?

    De qualquer maneira, seja por cabo óptico, fibra ou telemóvel, a nossa relação terá de crescer. Prometes comentar mais?

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